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domingo, 8 nov 2026
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Sony fatura US$ 3,15 bi com música; outras receitas crescem 21%

Shows, merchandising e licenciamento avançam mais que o streaming; operações de direitos musicais batem recorde

Por 6 nov 2026 · 5 min de leitura

Sony fatura US$ 3,15 bi com música; outras receitas crescem 21%
foto: divulgação

As operações de música gravada e edição musical da Sony geraram US$ 3,15 bilhões em receitas no terceiro trimestre de 2026, o maior valor trimestral já registrado pela companhia nesse conjunto de atividades. O resultado representa crescimento de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo cálculos do Music Business Worldwide com base no balanço divulgado pela Sony na quinta-feira (5).

O destaque foi a categoria que reúne shows, merchandising e diferentes modalidades de licenciamento musical. Suas receitas aumentaram 21,2%, ritmo superior ao do streaming de música gravada, que cresceu 7,4%.

Foi o quarto trimestre consecutivo em que os negócios de música gravada e edição musical da Sony superaram US$ 3 bilhões em faturamento.

Shows, produtos e licenciamento crescem mais que streaming

A operação global de música gravada faturou US$ 2,41 bilhões entre julho e setembro, aumento de 10,5% na comparação anual.

Dentro desse resultado, as receitas de streaming chegaram a US$ 1,52 bilhão, crescimento de 7,4%. O valor reúne serviços pagos por assinatura e modalidades financiadas por publicidade.

Já a categoria classificada pela Sony como “outras receitas” alcançou US$ 641,2 milhões, alta de 21,2%.

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Essa linha inclui receitas de apresentações ao vivo, merchandising e licenciamento, como execução pública, transmissão e sincronização musical.

Em valores absolutos, a categoria cresceu aproximadamente US$ 112 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2025. O streaming de música gravada acrescentou cerca de US$ 105 milhões.

Assim, embora o streaming continue sendo uma fonte de receita significativamente maior, as atividades reunidas em “outras receitas” contribuíram com um aumento absoluto ligeiramente superior no trimestre.

A Sony destacou especificamente o crescimento de eventos ao vivo e merchandising entre os fatores que impulsionaram seus resultados. Entretanto, não divulgou a receita individual dessas duas atividades.

Vendas de música física também avançam

As vendas de música em formatos físicos geraram US$ 199,4 milhões, crescimento de 7,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, segundo o Music Business Worldwide.

A contribuição mostra que o crescimento do negócio de música gravada não ficou restrito às plataformas digitais.

No trimestre, a expansão ocorreu simultaneamente no streaming, nos produtos físicos e nas receitas associadas a licenciamento, apresentações e produtos de artistas.

Essas fontes de faturamento, contudo, têm modelos comerciais diferentes e não devem ser confundidas com o valor efetivamente recebido pelos artistas depois das deduções e dos repasses contratuais.

Edição musical fatura US$ 744,8 milhões

A área global de edição musical, liderada pela Sony Music Publishing, registrou receita de US$ 744,8 milhões, alta de 3,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

O avanço foi inferior aos 6,7% registrados no trimestre anterior.

A comparação também acontece sobre uma base forte: no terceiro trimestre de 2025, a operação havia crescido 17,2%.

Desse faturamento, aproximadamente US$ 467 milhões vieram do streaming, aumento de 5,7% em um ano.

A edição musical envolve a administração e o licenciamento dos direitos sobre as composições, enquanto a operação de música gravada explora comercialmente os fonogramas.

Essa distinção é importante porque uma mesma música pode gerar receitas para os dois negócios, correspondentes a direitos diferentes.

ATEEZ e Michael Jackson lideram projetos da Sony

O relatório da companhia também apresentou os dez projetos de música gravada que mais geraram receita no trimestre, excluindo artistas contratados diretamente no Japão.

O primeiro lugar ficou com GOLDEN HOUR : Part.5, do ATEEZ.

Em segundo apareceu Thriller, de Michael Jackson, seguido por Dandelion, de Ella Langley.

A relação também inclui DeBÍ TiRAR MáS FOToS e Un Verano Sin Ti, de Bad Bunny, SOS, de SZA, Dai Dai, de Shakira, e a edição de 20 anos de B'Day, de Beyoncé.

Os outros dois projetos entre os dez primeiros foram The Real Me, de Future, e a trilha sonora de Heated Rivalry, de Peter Peter.

A lista considera geração de receita, não necessariamente quantidade de streams ou unidades vendidas. A Sony não informou, nessa relação, o valor individual faturado por cada projeto.

Lucro operacional da divisão de Música cresce 6%

A divisão corporativa de Música da Sony registrou lucro operacional de 122,8 bilhões de ienes no trimestre, crescimento de aproximadamente 6% em relação ao mesmo período de 2025.

A margem operacional ficou em 20,5%, sobre receita divisional de 598,4 bilhões de ienes.

Esses indicadores abrangem um conjunto maior de negócios do que os US$ 3,15 bilhões calculados pelo Music Business Worldwide.

Além de música gravada e edição musical, a divisão corporativa inclui mídia visual e plataformas, área com atividades ligadas a animação, jogos para dispositivos móveis e outros serviços.

Por isso, não seria correto calcular a margem operacional utilizando o lucro de toda a divisão e somente a receita de música gravada e edição musical.

Sony eleva previsão de faturamento para 2027

A companhia também revisou suas projeções para o ano fiscal que termina em março de 2027.

A previsão de receita da divisão de Música passou para 2,30 trilhões de ienes, aumento de 110 bilhões de ienes em relação à estimativa apresentada em julho.

A expectativa de lucro operacional subiu para 445 bilhões de ienes, revisão positiva de 25 bilhões.

Segundo a Sony, a mudança reflete a expansão das receitas de eventos ao vivo e merchandising na música gravada, além do crescimento do streaming nas operações de gravações e edição musical.

Os resultados mostram que o streaming continua sustentando parte importante do negócio, mas outras atividades ganharam peso na expansão recente do faturamento.

No terceiro trimestre, o conjunto formado por shows, produtos e licenciamento cresceu mais rapidamente e acrescentou ligeiramente mais receita do que o streaming de música gravada.

Fontes: Music Business Worldwide — Sony generated a record $3.15B from recorded music and publishing; Sony Group — resultados financeiros de 5 de novembro de 2026.


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