Warrior amplia negócio de 4,8 mil creators para além dos games
A empresa cresceu com o público gamer, agora quer levar a mesma estratégia publicitária para outras comunidades
Por Redação27 out 2026 · 3 min de leitura

A Warrior Streaming Media, empresa especializada em conectar marcas a criadores de conteúdo em transmissões ao vivo, anunciou a expansão de sua atuação para além dos games. A companhia, que reúne mais de 4,8 mil streamers e creators no Brasil e no México, passa a explorar também os segmentos de esportes, reality shows, podcasts e cultura pop.
A mudança acompanha a chegada de Bernardo Mendes ao comando da empresa e busca aplicar a outros ambientes de entretenimento um modelo de publicidade desenvolvido no universo gamer. Apesar da diversificação, os games ainda representam mais de 70% da audiência e do faturamento da Warrior, segundo o executivo.
Dos games para outras comunidades
Fundada por Daniella Gallo em 2023, a Warrior construiu sua atuação aproximando anunciantes de criadores de conteúdo, principalmente em transmissões ao vivo.
Em três anos, a empresa afirma ter atendido mais de 160 clientes, incluindo marcas como Sanofi, Samsung, LEGO e Coca-Cola. A operação reúne atualmente mais de 4,8 mil streamers e influenciadores no Brasil e no México.
A expansão para outros segmentos responde, segundo Mendes, a uma demanda dos próprios anunciantes. Em entrevista ao Meio & Mensagem, o executivo explicou que o movimento surgiu à medida que a empresa identificou oportunidades em outras comunidades de interesse do público jovem.
Com mais de 12 anos de experiência no entretenimento, Mendes liderou durante quatro anos a operação de marketing de influência da Druid.
Como a Warrior pretende ganhar espaço
O modelo de negócios da Warrior conecta a compra de mídia à audiência de criadores digitais. Em vez de depender apenas de campanhas tradicionais de influência, a companhia desenvolve soluções para inserir mensagens publicitárias em transmissões ao vivo, considerando o contexto do conteúdo e o comportamento do público.
A proposta é levar esse conhecimento para ambientes que compartilham características dos games, como a presença de comunidades engajadas, transmissões frequentes e interação em tempo real.
A empresa também pretende avançar, em 2027, na automação e no uso de inteligência aplicada à gestão de mídia e creators.
A ampliação, porém, não representa um abandono do mercado gamer. Segundo Mendes, mais de 70% da audiência e da receita da Warrior continuam ligados aos jogos eletrônicos, participação que segue crescendo em valores absolutos, conforme a avaliação do executivo.
Druid e Black Dragons também diversificam
O movimento da Warrior acompanha outras mudanças no mercado de comunicação ligado aos games.
A Druid, agência com atuação histórica no universo gamer, criou em outubro uma divisão de tecnologia e inovação, chamada Druid Feature. A operação já começou com Samsung e Gol Linhas Aéreas em sua carteira de clientes.
Para Claudio Lima, CEO da Druid, o conhecimento acumulado sobre comunidades digitais, entretenimento e comportamento das gerações Z e Alpha pode ser aplicado a outros mercados sem substituir a atuação original da agência.
A Black Dragons adotou outra estratégia. Criada como organização de esportes eletrônicos e integrante do Grupo Dreamers, passou a oferecer, em agosto de 2025, serviços completos de consultoria e agência para marcas interessadas no público gamer.
O portfólio inclui planejamento de comunicação, gestão de personalidades, produção de conteúdo comercial, campanhas, ativações e mídia exterior.
Segundo a CEO Nicolle Merhy, a mudança combinou demandas dos clientes com a necessidade de diversificar receitas, seguindo uma transformação já observada em organizações internacionais de eSports.
O negócio por trás da expansão
As três iniciativas têm um ponto em comum: empresas que construíram conhecimento e relacionamento com comunidades gamers passaram a utilizar esses ativos para ampliar a oferta de serviços aos anunciantes.
No caso da Warrior, a diversificação busca levar tecnologias e formatos de publicidade desenvolvidos nas transmissões de jogos a outros conteúdos digitais.
A mudança também evidencia como a influência digital e a compra de mídia começam a se aproximar em operações que prometem combinar alcance, segmentação e mensuração de resultados.
Apesar disso, os dados apresentados pela Warrior não permitem concluir quanto da receita futura virá dos novos segmentos. A empresa não divulgou metas financeiras específicas para a expansão, e os games continuam sendo sua principal fonte de audiência e faturamento.
Fontes: Meio & Mensagem, "Warrior Streaming Media amplia operação para além dos games"; Meio & Mensagem, "Warrior Streaming Media expande liderança comercial".


