Cara-de-Barro lidera bilheterias com US$ 43 milhões na estreia
A DC apostou em um vilão do Batman com orçamento menor e conseguiu voltar ao topo dos cinemas
Por Redação27 out 2026 · 4 min de leitura

Cara-de-Barro, novo filme de terror da DC Studios, estreou na liderança das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá, com aproximadamente US$ 24 milhões arrecadados entre 23 e 25 de outubro.
A produção dirigida por James Watkins também somou cerca de US$ 19 milhões em outros territórios, alcançando uma estreia mundial estimada em US$ 43 milhões.
O resultado ficou ligeiramente abaixo da projeção inicial da Warner Bros., que esperava entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões no mercado norte-americano, mas representa uma aposta de escala menor para a DC Studios.
Com orçamento de produção informado em US$ 44 milhões, o filme explora o terror corporal a partir de um vilão do Batman.
Um filme menor para os padrões da DC
Lançado em aproximadamente 3.458 cinemas na América do Norte, Cara-de-Barro arrecadou US$ 10,4 milhões na sexta-feira (23), incluindo as sessões antecipadas de quinta-feira, antes de encerrar o fim de semana na primeira posição.
O resultado contrasta com os custos habituais das grandes produções de super-heróis. Supergirl, lançamento anterior da DC Studios, teve orçamento estimado em US$ 170 milhões e abriu com US$ 37,1 milhões no mercado norte-americano.
Embora a estreia de Cara-de-Barro tenha sido inferior em valores absolutos, a diferença de orçamento coloca os dois filmes em situações financeiras distintas.
Ainda assim, não é possível determinar a rentabilidade de uma produção apenas pela comparação entre bilheteria e custo de produção.
Estrelado por Tom Rhys Harries e Naomi Ackie, o longa acompanha Matt Hagen, um ator que busca tratamento experimental depois de ter o rosto desfigurado.
O filme recebeu nota A- do público consultado pelo CinemaScore, indicador de recepção favorável entre os espectadores pesquisados na estreia.
Documentário da A24 surpreende no segundo fim de semana
A principal concorrência veio de Tudo Pode Ser Visto, documentário da A24 dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim sobre Elizabeth Holmes, fundadora da empresa de tecnologia médica Theranos.
Depois de estrear em 855 cinemas, o longa ampliou sua distribuição para aproximadamente 2.655 salas e arrecadou US$ 19,5 milhões no segundo fim de semana, crescimento de cerca de 25% em relação à abertura.
Com isso, o documentário chegou a US$ 45,1 milhões acumulados na América do Norte em duas semanas.
O desempenho chama atenção por contrariar a tendência de queda de arrecadação após a estreia. A expansão do circuito permitiu que o título ampliasse sua bilheteria semanal mesmo diante da chegada de novos concorrentes.
O documentário terminou o fim de semana na segunda posição, aproximadamente US$ 4,5 milhões atrás de Cara-de-Barro.
Animação da Laika completa o pódio
A animação em stop-motion Wildwood, do estúdio Laika, estreou na terceira posição, com arrecadação estimada em cerca de US$ 12 milhões na América do Norte.
O longa representa o retorno do estúdio aos cinemas depois de sete anos sem um novo lançamento em longa-metragem. Com orçamento de produção estimado em US$ 100 milhões, enfrenta um desafio comercial diferente daquele do filme de terror da DC.
Na quarta posição, Street Fighter, da Paramount e da Legendary, sofreu uma queda de aproximadamente 72% em relação à estreia e arrecadou cerca de US$ 8,6 milhões em seu segundo fim de semana.
Entre os demais lançamentos, Wicker, fantasia romântica estrelada por Olivia Colman e Alexander Skarsgård, abriu com aproximadamente US$ 5,8 milhões.
Já Klara and the Sun, dirigido por Taika Waititi e distribuído pela Sony, teve estreia discreta, com cerca de US$ 725 mil arrecadados.
O que a estreia significa para a DC
O resultado de Cara-de-Barro oferece à DC Studios uma vitória de bilheteria em um ano de desempenho irregular para suas adaptações de quadrinhos.
A estratégia também evidencia uma diferença em relação aos blockbusters tradicionais do gênero.
Em vez de depender exclusivamente de grandes produções com custos superiores a US$ 100 milhões, o estúdio explora personagens conhecidos em filmes de orçamento intermediário e gêneros específicos, como o terror.
A abertura mundial de aproximadamente US$ 43 milhões ainda não permite concluir se o longa será lucrativo.
Parte da receita dos ingressos permanece com os exibidores, e os gastos de marketing e distribuição não estão incluídos no orçamento de produção informado.
O desempenho nas próximas semanas será determinante para avaliar a capacidade do filme de manter público depois da estreia, especialmente durante o período do Halloween.
Fontes: The Hollywood Reporter — projeções iniciais de bilheteria; TheWrap — estreia mundial de Cara-de-Barro; Associated Press — resultados do fim de semana; Rotten Tomatoes — análise da bilheteria. Valores estimados divulgados entre 25 e 26 de outubro de 2026.

