Cara-de-Barro faz US$ 3,5 milhões nas prévias nos EUA
A DC está tentando provar que nem todo vilão do Batman precisa de um orçamento de super-herói
Por Redação23 out 2026 · 3 min de leitura

Cara-de-Barro, novo filme de terror da DC Studios, arrecadou estimados US$ 3,5 milhões ou mais nas sessões antecipadas de quinta-feira (22) nos Estados Unidos.
Segundo o Deadline, a produção dirigida por James Watkins, com orçamento líquido de US$ 44 milhões, chega ao primeiro fim de semana com projeções de bilheteria entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões.
O lançamento representa uma aposta da DC de James Gunn e Peter Safran em histórias de super-heróis com gêneros diferentes e custos inferiores aos de seus grandes blockbusters.
Se as projeções se confirmarem, Cara-de-Barro poderá colocar a recém-formada Paramount-Warner Bros. na liderança das bilheterias norte-americanas pelo segundo fim de semana consecutivo, depois dos US$ 31 milhões arrecadados por Street Fighter na estreia.
O filme custou US$ 44 milhões líquidos de produção, sem contar cópias e publicidade, e foi rodado no Reino Unido. A direção é de James Watkins, e o roteiro de Mike Flanagan animou Gunn e Safran em dezembro de 2024.
Um terror com vilão do Batman
Embora tenha como protagonista um dos vilões mais conhecidos do universo do Batman, Cara-de-Barro aposta no terror corporal, gênero que explora transformações físicas perturbadoras.
Na história, Matt Hagen (Tom Rhys Harries) é um ator em ascensão que tem o rosto desfigurado após um confronto com um chefe do crime.
Abandonado por sua equipe, ele procura um tratamento experimental capaz de recuperar sua aparência, mas acaba enfrentando consequências que alteram seu corpo e sua percepção da realidade.
Dirigido por James Watkins, o longa tem roteiro de Mike Flanagan e Hossein Amini e integra a nova fase da DC Studios sob o comando de James Gunn e Peter Safran.
Como o número se compara
Nas comparações levantadas pelo Deadline, a prévia de Cara-de-Barro supera a de Kraven: O Caçador, filme da Sony e da Marvel com classificação R (US$ 2 milhões de prévia e US$ 11 milhões de estreia), e fica perto da de Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa (US$ 4 milhões e US$ 33 milhões).
Entre os filmes de terror, o valor é parecido com o de Outra Mamãe (US$ 3,6 milhões e US$ 27,8 milhões) e maior que o de Sorria, de 2022 (US$ 2 milhões e US$ 22,6 milhões).
O filme chega ao fim de semana com 76% de aprovação no Rotten Tomatoes, acima de The Flash (63%) e Supergirl (52%).
Filmes menores nem sempre significam riscos menores
A DC já investiu antes em produções de custo baixo ou médio. Os Perdedores, de 2010, custou US$ 25 milhões, estreou com US$ 9,4 milhões e terminou com US$ 23,5 milhões no mercado doméstico.
Jonah Hex: Caçador de Recompensas, do mesmo ano, custou US$ 47 milhões, estreou com US$ 5,3 milhões e fechou com US$ 10,5 milhões no mercado americano.
Já V de Vingança, de 2005, custou US$ 50 milhões, abriu em primeiro com US$ 25,6 milhões na América do Norte e chegou a US$ 70,5 milhões no mercado doméstico e US$ 134,7 milhões no mundo.
A concorrência do fim de semana
Cara-de-Barro estreia em um fim de semana que também marca a expansão de Tudo Pode Ser Visto, documentário da A24 que arrecadou US$ 15,6 milhões na abertura e amplia sua distribuição de 855 para 2.600 salas.
Outra estreia é O Bosque Selvagem, animação em stop-motion da Laika, com arrecadação preliminar de aproximadamente US$ 1 milhão nas sessões antecipadas, segundo o Deadline.
A disputa vai mostrar se a aposta da DC em um filme de terror de orçamento intermediário consegue conquistar a liderança da bilheteria norte-americana.
Fonte original: Deadline

