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terça, 20 out 2026
cinema e streaming

Paris Filmes lança fundo de R$ 60 milhões para o cinema brasileiro

Criado com a Investimage, Funcine oferece incentivos fiscais a investidores e pretende financiar desde o desenvolvimento de roteiros até a distribuição de filmes nacionais

Por 20 out 2026 · 2 min de leitura

Paris Filmes lança fundo de R$ 60 milhões para o cinema brasileiro
foto: divulgação/Paris Filmes

Paris Entretenimento, Paris Filmes e Investimage lançaram na segunda-feira (19) o Funcine Paris Entretenimento, fundo com patrimônio-alvo de R$ 60 milhões para financiar filmes brasileiros do roteiro à comercialização.

Segundo a Tela Viva, o fundo vai investir em todas as etapas da cadeia de valor do audiovisual nacional: desenvolvimento de roteiros, produção, distribuição, aquisição de direitos e comercialização.

A proposta é dar previsibilidade financeira ao cinema comercial com capital de longo prazo, garantindo um fluxo constante de títulos em desenvolvimento.

Quem gere e onde vai o dinheiro

A gestão fica com a Investimage, casa com sede no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, 18 anos de mercado de capitais e outros nove fundos do mesmo tipo no currículo. Pelo menos 90% do valor captado terá de ir para projetos já aprovados pela Ancine.

A Paris Filmes chega com fila. O diretor-executivo Márcio Fraccaroli disse que a empresa tem mais de 70 projetos em planejamento para os próximos três anos, entre filmes prontos, títulos em pré-lançamento e projetos ainda em desenvolvimento.

A distribuidora registrou recentemente mais de 5 milhões de espectadores com "Minha melhor amiga" e chegou a 2 milhões de ingressos com "Minha irmã e eu".

O incentivo fiscal

O fundo segue a Medida Provisória 2.228-1/2001, é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e supervisionado diretamente pela Ancine.

Ele é voltado a investidores profissionais, incluindo pessoas físicas e empresas tributadas pelo lucro real.

O atrativo é o benefício fiscal, garantido até 2029 pela Lei 15.132/2025. Empresas podem deduzir do imposto de renda 100% do valor aplicado em cotas, com limite de 3% do imposto devido e sem impacto no Ebitda. Para pessoas físicas, o teto de dedução é de 6%.

Thierry Peronne, diretor de Gestão da Investimage, resume a lógica para o investidor: transformar parte do imposto devido em participação numa carteira de filmes com distribuição garantida e histórico de bilheteria.

Para a indústria, diz ele, é "capital de longo prazo para planejar, em vez de financiar um filme de cada vez".

O Funcine funciona como condomínio fechado, com administração fiduciária de uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central e auditoria independente.

Não há resgate antecipado: quem compra cotas fica com elas até o encerramento do portfólio, e a valorização depende do desempenho dos filmes no circuito comercial.

Segundo Fraccaroli, quem entrar no fundo terá muitas opções para escolher obras com as quais se identifica, em diferentes fases de produção, entre os filmes que a Paris Filmes produz e distribui. A meta de patrimônio é de R$ 60 milhões.

Fonte: Tela Viva


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